Talvez você estava planejando o ano de 2022 de um jeito, mas novamente a pandemia deu uma reviravolta e mudou alguns de nossos planos. A explosão de casos diários nessas primeiras semanas de janeiro é bem assustadora e incerta, já que vivemos um grave período de falta de testagem em massa. O número de casos positivos pode ser ainda maior. Com certeza você conhece um, dois, ou até mais pessoas que estão com sintomas de Covid-19. Apesar da sobrecarga nos locais de pronto atendimento, o número de casos graves não segue acompanhando a estatística graças ao avanço da vacinação no país.
Segundo o levantamento da Saúde Digital Brasil, associação que representa empresas de telemedicina, mostra que, do começo de dezembro até o Natal, eram registrados 7 mil atendimentos por dia, em média, para casos de síndrome gripal e Covid-19. Na primeira semana de janeiro o número saltou para 40 mil por dia. Esse número é superior ao pico da pandemia, em março de 2021. De acordo com a Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo, os atendimentos realizados através da telemedicina ajudam a desafogar os serviços públicos.
Desde o início da pandemia, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconhece a teleconsulta e classifica em três eixos: teleconsulta, que consiste na consulta médica remota com a presença do profissional da saúde e do paciente; teletriagem, em que o profissional avalia os sintomas e direciona o paciente para um especialista ou uma assistência mais adequada; e o telemonitoramento, que constitui no acompanhamento à distância de um paciente em tratamento de acordo com resultados de exames solicitados.
Para a enfermeira e coordenadora comercial da Healthmap, Esvana Cipriano, a telemedicina evita que as pessoas se contaminem nas idas às unidades de pronto atendimento à saúde, além de evitar a sobrecarga nesses locais. Esvana considera que a telemedicina contribui na oferta de atendimento para o maior número de pessoas, proporcionando orientações para as pessoas se cuidarem em suas próprias casas.
Como se preparar para 2022?
Como falamos no início desse post, o avanço da variante Ômicron da Covid-19 pode ter mudado nossas expectativas, mas uma coisa é certa: a saúde digital é o caminho. A pandemia abriu o caminho para adoção das novas tecnologias, em que os grandes centros tiveram a oportunidade de aproximar-se de diversas pessoas que eram desassistidas em áreas distantes. De acordo com o banco de dados da plataforma Healthmap, os clientes que utilizam a ferramenta amplamente realizaram cerca de 72% de seus atendimentos via Telemedicina, reduzindo em até 42% das consultas presenciais.
Esse avanço das tecnologias se tornou necessário em resposta à pandemia, porém surge o alerta para projetar o futuro. Hoje é preciso criar modelos de atendimento para reintegrar o valor social diante o cenário atual que a pandemia nos impõe e que os profissionais das instituições sejam capacitados para adaptação desse novo contexto, de forma que consiga atingir cada vez mais pessoas de maneira que personalize os cuidados de saúde.