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A Inteligência Artificial, como já abordamos aqui, se tornou rotineira em nossas vidas. Ela é um agrupamento de tecnologias que permite que um sistema consiga aprender conceitos. Para que isso aconteça, os sistemas são abastecidos por uma grande quantidade de dados, possibilitando o aprendizado e a ampliação dos seus conhecimentos e capacidades. Se você é uma pessoa ligada no mundo digital e nas tecnologias atuais, já deve ter ouvido falar sobre Big Data. Esse termo em português significa grandes dados – ou megadados.

O conceito de Big Data considera três grandes pilares: o volume alto de dados que possuem relevância para a tomada de decisões; a velocidade da coleta, organização e análise do alto volume de dados; e a variedade de dados, já que o processo de coleta não possui uma única origem. Outra frente de pesquisas defendem a existência de outras quatro frentes, considerando valor, veracidade, visualização e variabilidade.

Big Data é um mecanismo estratégico de análise. Com a interpretação dos dados obtidos é possível obter conhecimentos sobre questões variadas. Na saúde, tem sido cada vez mais usual ver profissionais da saúde utilizando dessa ferramenta que melhora os atendimentos, reduzem os erros, realizam exames mais precisos e previne acidentes.

A inteligência artificial tem sido encarada como uma grande aliada dos profissionais de saúde. Porém, não é algo fácil coletar e registrar informações em nosso país que soma mais de 210 milhões de pessoas com os mais variados acessos à rede de saúde. Do Oiapoque ao Chuí, a inteligência artificial pode ajudar muito, já que ela é capaz de pegar um volume imenso de dados, reconhecer padrões e gerar algoritmos que podem auxiliar profissionais da saúde no atendimento diário quanto revelar o cenário da saúde de todo o Brasil.

É evidente que é preciso ter sistemas informatizados e substituir fichas de papel por prontuários eletrônicos, que, além de evitar gastos e erros, economiza tempo nas consultas. Porém, isso ainda não é realidade em todo país, já que ainda existem lugares que utilizam prontuários manuscritos.

É claro que com tanta tecnologia, sempre levantam os rumores para saber até que ponto a inteligência artificial um dia vai evoluir e ocupar o lugar dos profissionais de saúde. É preciso ressaltar a importância do papel do médico quanto ao atendimento e no relacionamento com o paciente, e que a inteligência artificial veio agregar os trabalhos humanos realizados no dia a dia. As novas gerações de profissionais estão cada vez mais adeptas ao uso de novas tecnologias, se tornando a cada dia que passa uma realidade em todo canto, mas isso ainda não exclui a importância do profissional qualificado para o atendimento mais humano.

É importante destacar o quão importante o uso de tecnologias ajudam no cuidado de pessoas. Há uma corrida contra o tempo para entender melhor e detectar doenças graves precocemente, já que tratar qualquer doença em estágio inicial além de ser mais simples, gera menos custos. Com uma base de dados hospedadas em um prontuário eletrônico, é possível elaborar um panorama abrangente de um paciente. 

Se pensarmos no passado, a coleta desses inúmeros dados para uso médico por anos foi cara e demorada. Agora, com as tecnologias, fica mais fácil coletar esses dados e convertê-los em insights relevantes, que podem ser usados para aprimorar todo o cuidado com os beneficiários. Quanto mais rápido for esse processo, melhor é a prevenção e tratamento de doenças, afinal, é melhor prevenir do que remediar. 

Para finalizar, com tanto esse avanço de tecnologia e de coleta de dados, paira no ar a questão da segurança, já que o receio de vazamento de informações é grande. Em vigor desde 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), tem como o objetivo aumentar a segurança de registros pessoais, inclusive na área da saúde. A lei visa proteger dados coletados, armazenados e usados por instituições. Para isso, exige transparência em todo o processo de manipulação dessas informações, e claro, o consentimento dos pacientes.

Eliton Souza

Graduado em Jornalismo pelo Centro Universitário UniAcademia. Assessor de comunicação da Healthmap.

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