O coração desempenha um papel importante na compreensão do corpo humano. Ele é responsável não só pelas emoções, mas também pela atividade intelectual e pelos movimentos físicos. Neste dia 29 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração. A data tem como objetivo alertar e conscientizar a população sobre a importância de manter hábitos saudáveis e preservar a saúde do coração. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo.
Segundo o relatório de pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Federação Mundial do Coração e Universidade de Newcastle na Austrália, o tabagismo é o principal responsável pelas mortes por doenças cardíacas. Uma em cada cinco mortes por doenças cardíacas são em decorrência ao tabagismo, representando cerca de 1,9 milhão de mortes por ano.
Mesmo que ocasionalmente, fumar de forma moderada, ou ser exposto através de fumo passivo são suficientes para aumentar o risco. Se o fumante mudar os hábitos parando de fumar imediatamente, a queda no risco de doenças cardíacas, um ano depois, é de 50%.
Um grande fator que vem nos chamando atenção nesse último ano, é o grande risco de agravamento da Covid-19 em pessoas com comorbidades cardíacas. Segundo dados da OMS, entre as pessoas que morreram de Covid-19 na Itália, 67% tinham hipertensão. Na Espanha, 43% das pessoas que desenvolveram Covid-19 viviam com doenças cardíacas. O Covid-19 favorece síndromes coronárias agudas, arritmia, isquemia miocárdica, falência cardíaca e miocardites. A miocardite é geralmente derivada de uma infecção viral ou bacteriana. Quando a doença se agrava, é capaz de enfraquecer o coração, causando insuficiência cardíaca, frequência cardíaca anormal e até morte súbita.
Um estudo brasileiro apresentado no final do ano passado pelas Universidades Federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Minas Gerais (UFMG), pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e pelo Hospital Alberto Urquiza Wanderley, na Paraíba, mostra que as mortes por doenças cardiovasculares aumentaram significativamente durante a pandemia de Covid-19 em seis capitais Brasil que foram avaliadas. São elas: Manaus (AM), Belém (PA), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Recife (PE).
Em entrevista à Revista Saúde Abril, o cardiologista Marcelo Queiroga destaca que “as pessoas pararam de procurar atendimento médico por medo de contrair o coronavírus no hospital ou no trajeto. Os pacientes não deixaram de morrer, só passaram a sofrer com os problemas cardiovasculares em casa” (Na época da entrevista, Queiroga era o presidente da SBC, hoje atua como ministro da saúde do Governo Federal). Além da falta de socorro médico, o cardiologista acredita que a Covid-19 pode estar diretamente por trás de alguns infartos ou AVCs fatais, já que o Sars-CoV-2 desencadeia diversos problemas cardíacos.
Outro fator que merece destaque e pode afetar diretamente o coração é a hipertensão arterial sistêmica, também conhecida como pressão alta. Ela é um dos principais problemas de saúde pública no mundo, agindo de forma silenciosa nas pessoas em qualquer idade. Apesar de não ter cura, a hipertensão tem tratamento com o uso regular de medicamentos e adoção de hábitos saudáveis.
Para combater as principais doenças que afetam o coração, a recomendação é a prática de atividades físicas aliada a uma alimentação balanceada, com baixa concentração de sódio e açúcar, além de acompanhamento médico e nutricional.
São diversos meios de combater doenças que afetam o coração. Não precisa estar doente para mudar o hábito. Como sempre falo por aqui, prevenir é melhor do que remediar. A mudança de hábito pode salvar vidas. Veja dicas para ter uma vida saudável e comece agora a proteger a principal ferramenta de seu corpo.
